domingo, 15 de agosto de 2010

Boemia (sem acento circunflexo)

Não preciso mais disso.

Em fevereiro passou-se mais um carnaval e eu estava nesta cidade morta para o Rei Momo. Por conta disso tinha jurado a mim mesmo que passaria um bom tempo curtindo uma reclusão em que cortaria contato com meio mundo e me dedicaria a mim mesmo e, no máximo, a alguns colegas mais chegados que foram testemunhas deste meu desejo. Porém como boa vítima da Lei de Murphy não demorou uma semana para que aparecesse uma menina ma minha vida par me tentar a não cumprir o que havia prometido para mim mesmo.

Passou-se o tempo, ela veio me engambelando jogando charme mesmo sem vontade alguma de querer algo sério por circunstancias passadas. Mas o idiota aqui se iludiu assim mesmo e ela foi embora sem demonstrar nenhuma preocupação com o sentimento que ela cativou em mim, simplesmente fez que não era com ela e foi embora, jogando os ensinamentos de Saint-Éxupery no lixo.

Infelizmente é preciso estes tombos na nossa vida para que percebamos que ela não é algo que devamos levar a sério. O que eu estou querendo dizer é que se você acredita que a sua vida pode ser certinha e que você pode confiar nas pessoas que elas acreditam nos mesmos dogmas mesmo que lhe digam que acreditam... esqueça, ou sua desilusão será mais forte.

Passei dias sofrendo sozinho por conta de alguem que estava cagando e andando para mim (senão não acreditaria que quando se enjoa de alguém dá-se um pé na bunda do outro sem remorso algum)e precisei retomar algumas coisas de antes dessa pessoa ter invadido minha vida.

Em fevereiro ia ao forró todo fim de semana e acompanhava o Santa Cruz na campanha (boa) do campeonato pernambucano. Hoje decidi retomar essa rotina e fui agraciado tanto com o forró de qualidade quanto com uma vitória do Terror do Nordeste.

Voltei pra casa sozinho (nem ficar com ninguém fiquei) mas só de sentir o cheiro perfumado das mulheres com quem dancei impregnado na minha roupa me senti flutuando em uma sensação de leveza pelo caminho. E pensar que havia cogitado abandonar essa sensação por conta de alguém que pouco se importava comigo.

Posso agé agrdecer por ter podido voltar a viver uma vida de admiração pelas coisas boas sem ter que dar satisfação a quem não merece, mas sei que estas palavras vão incomodar algumas pessoas. Bom azar de quem se sentir incomodado, pois não me preocupo mais com quem quer me iludir com promessas de companheirismo.

E sigo forrozeando e vibrando com o Santinha, regando sempre com a melhor cerveja.

***

Atualização: Em certa ocasião a pessoa havia pedido que eu escrevesse algo no blog em homenagem a ela. Tardou mas o texto saiu, do jeito que a pessoa merecia no fim das contas.

Um comentário:

  1. Clébio, querido, costumo me recobrar das dores de amor pensando que, ao menos, elas rendem boas crônicas. É o caso. Bonito texto. Só discordo da legenda da charge. A gente precisa, sim, de coração para viver o amor e todas as emoções boas que a vida tem.
    Beijo e afago.

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